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30/3/2011

Bate-papo com Eliane Sobral



Eliane Sobral na Approach São Paulo

 

 
A manhã da última terça-feira (29/3) foi diferente e animada na Approach  São Paulo. Quem passou por aqui para tomar um cafezinho e conversar com a equipe foi Eliane Sobral, editora de Mídia e editora-adjunta de Negócios da IstoÉ Dinheiro. Com 47 anos, já atuou em alguns dos mais importantes veículos do país, como a extinta Gazeta Mercantil e o Valor Econômico. E também esteve “do outro lado do balcão” como gerente de imprensa da Atento, do grupo Telefonica. 
 
 
Nessa época, pôde entender como funciona a relação de confiança entre os profissionais. “Se o repórter pede uma pauta e publica outra, acaba desgastando a relação”, diz. Por isso ela entende, hoje, porque muitos assessores querem um pedido de entrevista oficializado por e-mail – o que incomoda alguns jornalistas, mas protege quem está do lado da fonte. 
 
 
Por outro lado, ela afirma que tem muita agência que só pensa em não expor o cliente e peca na transparência com o repórter. “Assessoria não pode ser empresa de segurança”, afirma. Segundo a editora, é melhor abrir o jogo e explicar que o executivo não irá falar do que não retornar ligações, deixar o repórter na expectativa e depois não cumprir. “Se a empresa não é de capital aberto, ou não é pública, tudo bem não falar”, completa.
 
      
Internet – Eliane reconhece a praticidade que a internet traz para os jornalistas, cada vez com menos tempo para fazer seu trabalho, mas diz que essa facilidade não quer dizer que o profissional vai abrir mão da apuração. Para ela, “matéria boa não chega por e-mail”. E o trabalho do bom jornalista não termina nunca, porque “quem acha que o produto que vai para a banca está encerrado, esse está no raso”. 
 
 
O jornalista vive em constante transformação, precisa ler, conhecer as fontes, se aproximar das empresas e, para Eliane, momentos como o café da manhã com a Approach são importantes nesse relacionamento. Ela inclusive dá um recado: aprecia almoços com executivos e conversas “olho no olho”.  Entretanto, “não dá pra botar o cliente pra falar se ele não está preparado, sem números da empresa para oferecer”, reforça.
 
 
Paixão – Ela é titular da coluna de mídia da Istoé Dinheiro desde janeiro e diz que o espaço está sendo burilado ainda, mas adianta que não quer falar de resultados, prêmios, campanhas, e sim do que há de relevante no mercado e das tendências do setor. E confessa: minha paixão é o marketing esportivo. Mas não adianta oferecer pauta sobre Copa ou Olimpíada se não houver uma grande novidade, pois esse assunto já está esgotado, “como falar da classe média emergente e de como juntar o primeiro milhão”, diz. A paixão pelo esporte fez a jornalista criar um blog, chamado Torcida Feminina. Vale dar uma passadinha por lá: http://torcidafeminina.com.br/
 
Por Thais Araujo

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